Em 1888 é publicado, por Tomás Mendes Norton, um magnífico livro sobre a história, arquitectura e ricos interiores do Mosteiro de Refóios do Lima, de que era proprietário. O seu objectivo era a divulgação e posterior venda de um conjunto de obras de arte que recheavam a casa, com vista à obtenção de fundos que lhe permitissem pagar as dívidas que contraíra.
Segundo Luís Norton, neto de Tomás Mendes Norton, no seu livro Doze Cartas inéditas de Camilo Castelo Branco, as obras de arte não seriam dos artistas de renome internacional que o seu avô julgava que eram.
Tomás Norton iniciou a sua correspondência com Camilo Castelo Branco, em 1884, que teria conhecido através do seu tio bibliófilo com o mesmo nome, amigo de Vieira de Castro, e estes dois amigos de Camilo. Camilo versava as suas cartas com Tomás Norton sobre a questão da autoria das pinturas que se encontravam no Mosteiro de Refóios do Lima. Apesar de Camilo confessar que nada entendia de arte, interessou-se pelas investigações artísticas de T. Norton e com ele se correspondeu durante 2 anos, que coincidiu com um período de doença mais forte e com preocupações mais agudas sobre o futuro dos filhos.
Não consta que Camilo Castelo Branco tivesse visitado o Mosteiro de Refóios do Lima.
As 12 cartas impressas neste livro foram uma oferta do General Norton de Matos ao seu sobrinho Luís Norton.
Através de uma carta que um dos filhos de Tomás Mendes Norton (o futuro General Norton de Matos), enviou ao pai em 1890, sabe-se que o escritor Eça de Queirós pediu a este, o livro sobre o Mosteiro.



