
Vinte horas de liteira, um conjunto de histórias publicadas primeiro no Comércio do Porto, contadas por Camilo e pelo interlocutor António Joaquim, que o escritor encontra numa estalagem no Marão e lhe oferece boleia para o Porto.
As histórias são narradas entre eles durante a viagem de Amarante para o Porto, em liteira e que decorre em vinte horas.
Camilo empresta a António Joaquim as críticas à sua própria obra. Coloca a questão a que escola literária Camilo pertencia, a velha discussão entre realismo e romantismo, colocando sempre Camilo narrador em posição de se justificar e defender perante António Joaquim.
Há nesta obra um exercício de exame de consciência e uma aproximação à escola realista, ou uma conversão à escola “mista”, ideia defendida pelo escritor, uma mistura de romantismo com uns pós do realismo.


