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	<title>Camilo 2.0 &#187; Narrativas</title>
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		<title>Camilo 2.0 &#187; Narrativas</title>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 08:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luísa Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias do Cárcere]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[
Está ali uma mulher com as faculdades de alma assinadas nos livros da metafísica.
Camilo Castelo Branco
Memórias do Cárcere
Foto do Público: A companhia de dança norte-americana Pilobolus apresentou aos media o espectáculo que, a partir de hoje, pode ser visto na Ópera de Sydney&#8230; Fotografia: Tim Wimborne/Reuters
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-751" src="http://camilo20.files.wordpress.com/2009/05/266931.jpg?w=320&#038;h=194" alt="" width="320" height="194" /></p>
<p style="text-align:center;">Está ali uma mulher com as faculdades de alma assinadas nos livros da metafísica.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Camilo Castelo Branco</strong><br />
Memórias do Cárcere</p>
<p style="text-align:justify;">Foto do Público: A companhia de dança norte-americana Pilobolus apresentou aos media o espectáculo que, a partir de hoje, pode ser visto na Ópera de Sydney&#8230; Fotografia: Tim Wimborne/Reuters</p>
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		<title>Ontem e hoje (texto de Helena Laranjeiro)</title>
		<link>http://camilo20.wordpress.com/2008/09/26/ontem-e-hoje-texto-de-helena-laranjeiro/</link>
		<comments>http://camilo20.wordpress.com/2008/09/26/ontem-e-hoje-texto-de-helena-laranjeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 22:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luísa Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memórias do Cárcere]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Um dia senti curiosidade em saber o que teria Camilo para me dizer sobre a figura lendária do Zé do Telhado que com ele partilhara a Cadeia da Relação do Porto. Que me contaria ele sobre aquela personagem de quem, na minha infância, o meu avô me falava com admiração porque a imaginação popular [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilo20.wordpress.com&blog=3067422&post=298&subd=camilo20&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://camilo20.files.wordpress.com/2008/09/sem-titulo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-297" src="http://camilo20.files.wordpress.com/2008/09/sem-titulo.jpg?w=262&#038;h=300" alt="" width="262" height="300" /></a></p>
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<p style="text-align:justify;">Um dia senti curiosidade em saber o que teria Camilo para me dizer sobre a figura lendária do Zé do Telhado que com ele partilhara a Cadeia da Relação do Porto. Que me contaria ele sobre aquela personagem de quem, na minha infância, o meu avô me falava com admiração porque a imaginação popular fizera dele um bom ladrão que roubava aos ricos para dar aos pobres e que era por uns e outros considerado como um homem generoso e liberal.<br />
A edição a que recorri para colher a opinião de Camilo, porém, antes do capítulo sobre aquele famoso salteador extraído das <em>Memórias do Cárcere</em>, apresenta muito oportunamente um outro seu texto intitulado &#8220;Política interna&#8221;. E digo oportunamente, porque o autor nele se pronuncia sobre o estado do país à época e denuncia a inércia do governo em resolver a &#8220;situação infeliz das classes pobres no Minho e Trás-os-Montes.&#8221; A dada altura exclama mesmo Camilo: &#8220;E depois admiram-se que o roubo e o assalto seja um modo de vida especialmente naquelas imediações! [...] Ao homem desamparado não se lhe podem pedir contas do pacto social, porque a sociedade não quis aliança com ele quando o desamparou.&#8221; E termina com uma afirmação tão verdadeira ontem como hoje: &#8220;O trabalho, bem remunerado, é o único expediente que pode reconciliar com a sociedade os que a exploram com desonra, porque ela não lhes dá um emprego honesto.&#8221;<br />
Só depois deste enquadramento é que o escritor me passa a falar do Zé do Telhado, que considera &#8221; o mais afamado salteador deste século&#8221;, embora não lhe reconheça &#8220;vulto de romance&#8221;. Conta-me então que José Teixeira da Silva nasceu na aldeia de Castelões, Penafiel, no seio de uma família já votada ao roubo, mas que iniciou ainda jovem uma vida de trabalho honrado. Até conseguir concretizar o sonho de desposar a mulher amada, foi um lanceiro garboso e valente. Nos inícios da sua vida de casado &#8220;era querido dos seus vizinhos, porque aos ricos nada pedia, e aos pobres dava os sobejos da sua renda e do seu trabalho de castrador.&#8221; Diz Camilo que, por ocasião da revolução popular de 1846, José Teixeira serviu a Junta na arma de cavalaria, de onde saiu condecorado. Quando volta a casa, esperam-no a mulher e os cinco filhos&#8230; Vê-se &#8220;quase pobre, e perseguido pelos credores e pelas autoridades&#8221;. A miséria e a falta de apoio das &#8220;pessoas importantes&#8221; a quem pediu ajuda, arrastam-no para o roubo. Comete um primeiro assalto. Pronunciado, foge para o Brasil de onde voltará em breve, afirma ele que por saudades da mulher e dos filhos, mas logo retoma a sua actividade de salteador que culminará com a sua prisão.<br />
Inquestionável era o seu amor pela família e a sua natural generosidade. Assevera Camilo que &#8220;José Teixeira nunca proferiu as palavras <em>os meus pobres meninos</em>, que se lhe não vidrassem os olhos&#8221;, e, já preso na Cadeia da Relação, o salteador continuou a dar &#8220;largas ao seu antigo prazer de esmolar necessitados, e em volta dele todos o eram. [...] Às levas de degredados distribuía grandes esmolas; e presos indigentes doutras repartições da Relação acharam sempre nele a ardente caridade que seria a glória e o céu de um justo.&#8221; A mulher, quando o visitava, pedia-lhe que despendesse menos para poder alimentar os filhos &#8220;O pai chorava com ela; mas parecia ter adoptado filhos todos os famintos e nus.&#8221; Não lhes retribuíram do mesmo modo os companheiros de prisão, quando ele empobreceu.<br />
O escritor fez quanto pôde para o animar até ao dia em que foi &#8220;julgado como réu de uma única morte sem premeditação, e como caluniado na maioria dos roubos arguidos&#8221;. &#8220;Condenado a degredo perpétuo com trabalhos públicos&#8221;, enquanto não partiu para cumprir a sua pena, entrava no quarto de Camilo que lhe aquietava &#8220;o susto com aceitar a responsabilidade da transgressão&#8221; ao que ele já só conseguia responder com lágrimas.<br />
Fiquei grata ao escritor por me ter dado a conhecer os percalços da vida de José do Telhado, os contornos do adverso meio em que se moveu e, sobretudo, a piedade e generosidade que comprovadamente acompanharam todos os seus actos, os quais, diz-se, se terão também pautado pelo cavalheirismo e respeito pela mulher.<br />
Se a sua reconhecida generosidade se considerar suficiente para justificar os seus erros, creio poder continuar a guardar na memória a imagem romântica que o meu avô me transmitiu daquele salteador aventureiro.</p>
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<p style="text-align:justify;"><strong>Helena Laranjeiro</strong><br />
Braga, 13 de Março de 2008</p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;">CASTELO BRANCO, Camilo &#8211; <em>Vida do José do Telhado</em><em>, precedido de</em> <em>Política interna</em>. Lisboa: Frenesi, 2003.<br />
(<em>Vida do José do Telhado</em><em>, </em>extraída de <em>Memórias do Cárcere</em><em><span style="font-style:normal;"> (1862), capítulo XXVI; </span>Política interna</em> In <em>O Povo e a Carta</em>, 10 Fev.1855).</span></p>
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		<title>A música das árvores</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 07:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luísa Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[No Bom Jesus do Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ao reler Camilo, vejo-o reencontrar-se com as suas memórias No Bom Jesus do Monte[1], divagando e reflectindo uma última vez por entre os arvoredos &#8220;em rebates de saudade&#8221;. Este livro, onde relata amizades e amores que testemunhou ou viveu nas suas diversas estadas no sagrado monte entre 1835 e 1863, no dizer do próprio escritor [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilo20.wordpress.com&blog=3067422&post=250&subd=camilo20&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://camilo20.files.wordpress.com/2008/09/folhas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-279" src="http://camilo20.files.wordpress.com/2008/09/folhas.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ao reler Camilo, vejo-o<em> reencontrar-se com as suas memórias</em> <em>No Bom Jesus do</em> <em>Monte</em><a name="_ednref1" href="#_edn1"><em><strong>[1]</strong></em></a><em>, divagando e reflectindo uma última vez por entre os arvoredos &#8220;em rebates de saudade&#8221;. Este livro, onde relata amizades e amores que testemunhou ou viveu nas suas diversas estadas no sagrado monte entre 1835 e 1863, no dizer do próprio escritor &#8220;</em>Fez-se a pedaços, ou a pedaços o coração o foi encadernando nas florestas do Bom Jesus do Monte.&#8221;<em> A</em>s suas &#8220;carvalheiras&#8221;, &#8220;o cerrado arvoredo da <em>Mãe-d&#8217;Água</em>&#8220;, as &#8220;salas tapetadas de relva e abobadadas de folhagem&#8221; são o cenário privilegiado daqueles episódios.</p>
<p style="text-align:justify;">As primeiras lembranças recuam ao tempo em que o autor, criança e órfão há dois meses, vai pela primeira vez ao Santuário. Dessa visita o que &#8220;ainda indelevelmente&#8221; divisa são exactamente &#8220;as grandes árvores, as sombras escuras, os penhascos musgosos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse amor pelas árvores confessa-o logo na dedicatória ao amigo de Guimarães, em jeito de carta datada de 6 de Março de 1864. Aí, receando estar a alongar-se demasiado nas suas referências ao sucessor do majestoso carvalho que no tempo de Frei Bartolomeu dos Mártires existiu no lugar de Ruivães, justifica assim o seu entusiasmo: &#8220;Desculpe, Francisco Martins, estas delongas à conta de uma árvore. Você sabe que amor eu tenho às árvores. [...] Este livro que eu lhe dedico tem muito com arvoredos.&#8221; A confirmar esse amor, formula mesmo um especial desejo: &#8220;A minha ambição é possuir uma árvore que me cubra com um pavilhão de folhas a casa de sete palmos, que hei-de comprar num cemitério [...] quando o preço de um livro me der para a sepultura e para a árvore.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a verdadeira exaltação das árvores e a evocação do refrigério da sua sombra e do bálsamo da sua música, essa é feita no intróito, cujas primeiras palavras são para elas: &#8220;Estas árvores são minhas amigas há vinte e sete anos. Vim hoje aqui despedir-me delas: creio que para sempre me despeço. [...] Eu já encaneci; e elas verdejam exuberantes de seiva. Faço trinta e oito anos, inclinado à sepultura; e elas têm três séculos que viver, trezentas primaveras para se vestirem de galas novas. Meus netos virão saborear-se em vossas sombras, ó carvalheiras, ó verdes pavilhões que me cobristes nas máximas tristezas e alegrias de minha vida!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Insistindo no consolo que traz a música das árvores, diz mais adiante: &#8220;Dá Deus estas harpas místicas aos arvoredos em benefício dos ânimos conturbados, que se acolhem fugitivos a ermos onde eles cuidam que o Céu os há-de ouvir.&#8221; Essa é para ele a música verdadeiramente reparadora e divina, e é em defesa dela que condena a prática em uso na época de fazer acompanhar as cerimónias religiosas de música profana: &#8220;Acalentava a música o exasperado Saul. Bons tempos! A música de agora é irritante. Há pouco entrei no templo: o sacerdote consagrava a hóstia, e o órgão entoava a <em>Traviata</em>. Santo Deus! Quem quiser música de adormecer dores, e levantar a alma à sua origem, há-de pedi-la à viração e à folhagem das florestas.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo se a melancolia dos bosques inclina à tristeza ela é referida como uma tristeza &#8220;generosa&#8221; e que desperta &#8220;salutares pensamentos&#8221;, porque é uma &#8220;tristeza que nos vem esmolada do Céu.&#8221; É entre o arvoredo que se ouvem melodias genuinamente inspiradoras e apaziguadoras e se aprende a soletrar a verdadeira vida: &#8220;São as árvores uns grandes livros abertos, onde todos deletreamos coisas que não constam da Via-Sacra,&#8230;&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Para melhor explicar essa voz das árvores, cita versos das <em>Contemplações</em> de Vítor Hugo, como: <em>Crois-tu que Dieu </em><em>[...] / Aurait fait à jamais sonner la forêt sombre, </em><em>[...] </em><em>Et qu&#8217;il n&#8217;aurait rien mis dans l&#8217;éternel murmure? </em><em>[...]</em><em> / Tout parle. Et maintenant, homme, sais-tu pourquoi / Tout parle? Écoute bien. C&#8217;est que vents, ondes, flammes, / Arbres, roseaux, rochers, tout vit! / Tout est plein d&#8217;âmes</em><em>. </em><em>Também aqui, o escritor n</em>ão perde a oportunidade de um toque mordaz: &#8220;Se o zeloso clero das cercanias do Bom Jesus vertesse à letra o <em>tout est plein d&#8217;âmes</em>, e o livro, que tal afirma, não escapasse ao <em>Index</em> do sacro colégio, veríamos as florestas mansíssimas da montanha invadidas pelos exorcistas e pelo machado, modos sabidos de afugentar almas das árvores. O grande poeta queria dizer que as árvores têm vozes misteriosas, e os corações audição interior que as escuta, e o entendimento lucidez que as compreende.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Porque Camilo entendeu essas vozes e colheu paz e bem-estar junto dos arvoredos do Bom Jesus do Monte, as últimas palavras do intróito são de tristeza e saudade: &#8220;Quando lá ia, voltava sempre melhor. Nunca me aconteceu outro tanto ao dobrar a última página de livro de moral. Enquanto eu soube ler nas folhinhas das árvores, ia lá: agora que o gear da desgraça e do trigésimo oitavo Inverno [...] me vai oxidando a alma, que iria fazer eu lá? Já não sei ler aqueles poemas, aqueles sublimes evangelhos, que o Senhor mandou escrever ao seu máximo apóstolo: a natureza. / Se eu tivesse filhos, havia de ir ali passar com eles três meses cada ano. De madrugada, e aos primeiros assomos da noite, iríamos ao bosque da <em>Mãe-d&#8217;Água</em>, e ouviríamos a glória do Senhor narrada pelos Céus. E mais nada. / E os meus filhos seriam bons.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">O significado e o poder que vimos conferido às árvores e à sua música fazem-nos sentir no ar o inefável eco de uma melodia que nunca deixará de se fazer ouvir apesar do ruído do mundo. Se quisermos crer nas afirmações do escritor de que &#8220;Chorar nas matas do Bom Jesus é chorar em presença de Deus&#8221; e de que é Deus que dá &#8220;estas harpas místicas aos arvoredos em benefício dos ânimos conturbados&#8221;, teremos como certo que a harmonia da natureza prevalecerá pois, sendo a música das árvores uma dádiva divina, ela estará imune à dissonante actuação dos homens. Saibam eles preservar o templo e as florestas da sagrada montanha de modo a que seja positiva a resposta dos vindouros à questão que Camilo deixa no ar: &#8220;De hoje a trezentos anos [...] Quem me diz que haverá árvores e serra por lá?!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#888888;"><strong>Helena Laranjeiro</strong></span><br />
Braga, 11 de Março de 2008</p>
<hr size="1" />
<p style="text-align:justify;"><a name="_edn1" href="#_ednref1">[1]</a> Castelo Branco, Camilo &#8211; <em>No Bom Jesus do Monte</em>. 2ª ed. Porto: Livraria Chardron, 1906.</p>
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		<title>A última vitória de um conquistador</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 12:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luísa Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[A última vitória de um conquistador]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[
A psicanalista Cristina Fabião, em 1995, no Colóquio &#8220;A Mulher na vida e obra de Camilo&#8221;, em Famalicão, apresentou um estudo intitulado &#8220;Camilo e a figura materna n´A última vitória de um conquistador.&#8221;
Faz uma profunda análise psicológica deste conto de Camilo, que é uma história de amor e traição entre duas personagens. Defende que Camilo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilo20.wordpress.com&blog=3067422&post=96&subd=camilo20&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2845/2382/1600/352460/fam%3F%3Fla%20camilo.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2845/2382/200/751137/fam%3F%3Fla%20camilo.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A psicanalista Cristina Fabião, em 1995, no Colóquio &#8220;A Mulher na vida e obra de Camilo&#8221;, em Famalicão, apresentou um estudo intitulado &#8220;Camilo e a figura materna n´A última vitória de um conquistador.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Faz uma profunda análise psicológica deste conto de Camilo, que é uma história de amor e traição entre duas personagens. Defende que Camilo, com este texto, não precisava de o escrever só por questões económicas, mas escreveu-o para jogar um jogo com o leitor e escapar à depressão.<br />
Toda a sua escrita foi a salvação do suicídio, até ao dia em que cegou.</p>
<p style="text-align:justify;">Fonte: <a href="http://62.28.75.250/opac/default.aspx?ContentAreaControl=ShowSearchResults.ascx&amp;SearchNo=3&amp;PageNo=1">A Mulher na Vida e Obra de Camilo : actas / org. Câmara Municipal de V.N. Famalicão, Centro de Estudos Camilianos. </a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/c_castelo_branco/suicidio.html">Suicídio de Camilo</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/camilo20.wordpress.com/96/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/camilo20.wordpress.com/96/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/camilo20.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/camilo20.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/camilo20.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/camilo20.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/camilo20.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/camilo20.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/camilo20.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/camilo20.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/camilo20.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/camilo20.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=camilo20.wordpress.com&blog=3067422&post=96&subd=camilo20&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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