Mistérios de Lisboa, de Raoul Ruiz, uma adaptação de Camilo Castelo Branco

«Há na vida acasos e coincidências tão extravagantes que nenhum novelista ousaria inventá-los»

Mistérios de Lisboa

«Quanto a mim, remeto-me aos velhos tratados de magia – porque se trata aqui, somente, de magia: a do cinema e a de Camilo Castelo Branco. Agora quero deambular por Lisboa e perder-me – descobrir os Mistérios de Lisboa».
Raoul Ruiz

Um dos maiores nomes do cinema mundial, Raoul Ruiz, volta a Portugal para filmar MISTÉRIOS DE LISBOA.
O nono filme de Ruiz rodado no nosso país, é uma adaptação do romance homónimo de um dos nomes maiores da literatura portuguesa: Camilo Castelo Branco. Este ambicioso projecto, maioritariamente rodado em Lisboa, no Outono de 2009, prevê uma recriação da cidade do fim do século XVIII, início do século XIX, uma adaptação de Carlos Saboga que resultará num filme e numa série para televisão.
Com um elenco de luxo que reúne muitos dos melhores actores portugueses (Adriano Luz, José Afonso Pimentel, Maria João Bastos, Ivo Canelas, Margarida Vila Nova, Rogério Samora, Filipe Duarte, São José Correia, Marco D’Almeida, João Ricardo, Joana de Verona, Ana Bustorff, Rui Morrison entre muitos outros) inclui, também, um prestigiado cast internacional, estando previstas as participações de Laetitia Casta (Face de Tsai Ming-liang, 2009), Melvil Poupaud (44 Inch Chest, de Malcolme Venville, 2009), ou Marion Cotillard, vencedora em 2008 do Óscar de Melhor Actriz para a sua interpretação no «La Môme», onde encarnava Edith Piaf.
Uma produção CLAP FILMES, rodada maioritariamente em Lisboa mas também em França e no Brasil e que estará concluída em Setembro 2010.
«O cineasta Raoul Ruiz é o mais prolífico da nossa época, aquele cuja filmografia é «quase» impossível de definir tal é a sua diversidade, esplendor e multiplicidade de formas de produção há mais de vinte anos(…).»
Serge Toubiana, Cahiers du Cinema, 1983

Biografia:
Nascido no Chile em 1941 é durante os anos 60 que Raoul Ruiz se torna um dos líderes do cinema chileno e o conselheiro cinematográfico de Salvador Allende. Realizador de mais de uma centena de longas-metragens e unanimemente reconhecido, revela-se ao grande público com «TRÉS VIDAS E UMA SÓ MORTE» com Marcello Mastroianni, presente na Competição Oficial em Cannes 96; com «GENEALOGIAS DE UM CRIME» com Catherine Deneuve, que conquistou o Urso de Prata em Berlim, em 1987 e com «O TEMPO REENCONTRADO» uma adaptação da obra de Marcel Proust, presente na Competição Oficial do Festival de Cannes em 1999.
Raoul Ruíz, reconhecido como um dos principais cineastas em actividade, começou a sua carreira artística no teatro de vanguarda como dramaturgo, tendo escrito mais de cem peças. A partir dos anos 60, inicia a sua carreira no cinema. Ao trabalhar com directores de fotografia inovadores como Diego Bonancia, Sacha Vierny, Henri Alekan e Acácio de Almeida, traz, novamente, a magia da poesia realista francesa, ao explorar o mundo da manipulação, da impotência e da violência. A forma como utiliza a luz, jogando com filtros e espelhos, recriando a realidade fílmica numa espécie de caleidoscópio, que nos introduz no labirinto das suas representações e que nos familiariza com o seu exoterismo fantástico.
Exilado em Paris desde 1973, é galardoado em 1982 com um prémio especial, pela revista de cinema Cahiers du Cinema, que lhe dedica um número inteiro, elegendo-o como o cineasta francês mais importante desde Rohmer, Bresson e Godard. Entre 1985 e 1988 exerceu o cargo de director da Casa de Cultura de Le Havre. Entre muitos outros reconhecimentos no mundo inteiro, foi premiado em 1997 no Festival Internacional de Cinema de Berlim com o Silver Berlin Award” pela sua contribuição à sétima arte. No ano 2002 foi membro do júri da Selecção Oficial do Festival de Cannes.
Um tributo a Raoul Ruíz foi realizado no Festival Internacional de Cinema de Roterdão em 2004, numa retrospectiva intitulada: «Raoul Ruiz: An Eternal Wanderer».
Ao longo da sua carreira, Ruíz criou uma grande cumplicidade com o produtor Paulo Branco, desde o início dos anos 80, trabalhando com ele, primeiro em Portugal e depois também em França. Foram oito as longas-metragens de Raoul Ruíz filmadas em Portugal, e catorze, os filmes produzidos ou co-produzidos por Paulo Branco até ao momento, MISTÉRIOS DE LISBOA será a sua décima quinta colaboração. Desses filmes, três passaram pela competição na Selecção Oficial do Festival de Cannes. Todos os filmes de Raoul Ruíz produzidos por Paulo Branco estrearam em Portugal e em França, e a grande maioria em muitos outros países também, nomeadamente os mais recentes.
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