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Archive for the ‘Investigação sobre C.C.B.’ Category

Sérgio Guimarães Sousa, docente da Universidade do Minho, responsável pela organização da obra, destaca que “a figura feminina adquire diversas modalidades em Camilo e não se confina somente à representação tipificada pelo imaginário romântico, mulher-anjo e mulher fatal”. E acrescenta: “Existem diversas outras tipificações da mulher, algumas das quais nitidamente ancoradas na realidade contextual do Minho oitocentista”.

editado pela Câmara Municipal Vila Nova de Famalicão/Casa de Camilo
coleção Estudos Camilianos,9 (2014)

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Artigo de Arnaldo Saraiva

na revista Navegações v. 2, n. 2, p. 105-108, jul./dez. 2009

 

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Amores contrariados, puros e abnegados?
Dissertação de Mestrado

Autor
Unidade da USP
Imprenta São Paulo,2008
Resumo 
Partindo do enorme legado crítico acerca da obra de Camilo Castelo Branco, construído desde Teófilo Braga até a nossa contemporaneidade, o presente estudo tem como objetivo principal olhar a ficção camiliana para além do que de mais evidente há nela: as histórias de amores contrariados, puros e abnegados. Para tanto analisamos os romances Os brilhantes do brasileiro (1869) e Agulha em Palheiro (1863), buscando mostrar de que maneira o autor é capaz de conjugar, nestes exemplares, a moda literária em voga e o retrato da sociedade prosaica que observava em sua realidade imediata, um mundo longe da configuração romântica e idealizada pretendida por parte significativa desta crítica. Para além de abordar as características específicas de cada romance, tais como a estrutura narrativa, a construção de personagens, as temáticas abordadas, entre outras, procuramos, ao final do trabalho, analisar as semelhanças e diferenças entre as duas narrativas, evidenciando assim o dinamismo, a multiplicidade e, principalmente, a complexidade do escritor de São Miguel de Ceide.

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A mulher na literatura portuguesa: sua imagem e seus questionamentos através do gênero epistolar
Dissertação de Mestrado

Autor
Ferreira, Carlos Aparecido (Catálogo USP)

Unidade da USP
Imprenta São Paulo,2001
Resumo 
Trabalho que tem como objetivo apontar a transformação da imagem da mulher através dos tempos, tal como tem sido representada na literatura, desde suas origens bíblicas, até o final do século XX. A análise dessa imagem feminina, em sua trajetória histórico-literária se apoiou em textos de várias épocas, começando pela Bíblia, passando pela Era Medieval (cantigas de amor e cantigas de amigo), Era Clássica (episódio de Inês de Castro, em Os Lusíadas; Carta de Guia de Casados, de Dom Francisco Manuel de Melo; e As Cartas Portuguesas, de Sóror Mariana Alcoforado), Era Romântica (as cartas entre Camilo Castelo Branco e D. Ana Plácido; e as cartas entre Simão e Teresa na obra Amor de Perdição – de Camilo Castelo Branco) e Era Contemporânea (Novas Cartas Portuguesas). Através da poesia e do gênero epistolar verifica-se uma linha horizontal a percorrer todos os períodos literários: a linha que registra a permanência da imagem da mulher-mãe e mulher-esposa, consagradas pelo sistema familiar patriarcal. Entretanto, verifica-se que, aqui e ali, surgem cortes verticais nessa linha horizontal, os quais correspondem a questionamentos femininos buscando romper a linha da tradição. A localização dessas “linhas” e “cortes” são os pontos básicos desta dissertação.

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Camilo Castelo Branco: a moral a serviço das conveniências
Dissertação de Mestrado

Autor
Unidade da USP
Imprenta São Paulo,2009
Resumo
A imagem de Camilo Castelo Branco é, em geral, vinculada a romances de cariz sentimental e moralizante. Acredita-se, por vezes, que essas narrativas, supostamente ocupadas pela temática amorosa, não comportam discussões de ordem histórica, política ou filosófica. Contudo, se se observar como o romancista dialoga com as muitas teorias filosóficas e literárias formuladas no século XVIII e XIX, bem como com os eventos políticos do mesmo período, percebe-se que se trata de um escritor consciente do universo sócio-cultural do qual fazia parte. De fato, no vasto legado literário do autor de São Miguel de Ceide encontramos um retrato da sociedade oitocentista, que é analisada sobretudo no que concerne ao aspecto moral. A partir da principal instituição burguesa, a família, Camilo discorre acerca da moral, mostrando que mães, pais e filhos que segundo a ideologia dos teóricos oriundos da Revolução Francesa deveriam cumprir diferentes papéis dentro do lar, a fim de contribuir para a moralização social – aderem ou refutam os conceitos pré-estabelecidos de acordo com suas necessidades. Vê-se a mesma adaptação quando se trata dos membros da Igreja. Com efeito, os padres e freiras dos romances camilianos, normalmente, não respeitam as leis do cristianismo, nem tampouco a moral difundida pela burguesia; quando o fazem, em raras ocasiões, é somente para conseguirem benefícios individuais. Nesse sentido, Camilo Castelo Branco denuncia que, na sociedade que representa, a moral está a serviço das conveniências.

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A ficção camiliana: a escrita em cena
Dissertação de Mestrado

Autor
Unidade da USP
Imprenta São Paulo,2009
Resumo 
A recepção à ficção camiliana se subsume fundamentalmente a dois operadores hermenêuticos consagrados por uma parcela significativa da crítica literária luso-brasileira: a conjunção vida/obra e o enquadramento da produção literária assinada por Camilo no Romantismo português. Por meio do estudo de dois romances camilianos, Amor de Perdição (1862) e Onde Está a Felicidade?(1856), interessa problematizar a análise da produção ficcional camiliana que se baseia nesses operadores hermenêuticos. Nesse sentido, parte-se das indagações: terá Camilo assimiliado e culminado na tradição literária portuguesa a sacralização do amor? Será Camilo essencialmente um escritor ultra-romântico, autor, sobretudo, de novelas passionais? A resposta dada a essas questões se baseou na relação entre esses textos e a vigorosa tradição literária metaficcional, fortemente enraizada nos períodos que antecedem e sucedem a atuação de Camilo como escritor. A presença dos expedientes metaficcionais em Amor de Perdição e Onde Está a Felicidade revela uma representação mimética que se desdobra em representar o mundo, particularmente o burguês, e os mecanismos que envolvem essa representação, evidenciando uma construção literária que não se limita a criar a sugestão do real, tomando também a sua problematização como eixo. O ato de criar torna-se alvo de questionamento, exigindo dos seus participantes, nomeadamente narrador/autor e leitor, novas posturas mentais em que a origem e a destinação do significado não se apresentam tranquilamente assumidas por aquele e este, respectivamente, derivando desse arranjo um texto em processo, que se constrói, que se assume como mise en scène.

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A ficção camiliana para além de histórias de amor
Dissertação de Mestrado

Autor
Oliveira, Ana Luisa Patrício Campos de (Catálogo USP)
Unidade da USP

Imprenta São Paulo,2009
Resumo
O presente estudo intenciona, fundamentalmente, mostrar que a produção ficcional de Camilo Castelo Branco constitui-se enquanto um legado romanesco que ultrapassa, em muito, a mera veiculação de histórias de amor. Assim sendo, alguns aspectos e temas caros à literatura do escritor de São Miguel de Seide são tomados como pilares desta análise, tais como a presença de um Portugal imerso em relações capitalistas, próprias do período oitocentista; um ambiente propício para o interesse financeiro e o desejo de base mimética, mas infecundo a afeições abnegadas; e a marcante atuação do narrador camiliano, uma instância que não se priva de desvelar, a todo o momento, os motores vis que, consoante sua opinião, impulsionam tanto a engrenagem desta materialista sociedade portuguesa quanto as atitudes das personagens que nela estão inseridas. Por fim, vale ressaltar que o corpus selecionado para esta apreciação da obra camiliana é composto pelos romances Onde está a Felicidade? e Um Homem de Brios, ambos de 1856.

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