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Archive for the ‘A Doida do Candal’ Category

A Honra

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O coração, cofre de um tesouro, era material: desfez-se.
Ficou o tesouro incorruptível e sagrado: a honra.

Camilo Castelo Branco, In Doida do Candal, 1867

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Não obstante, os famintos de romances com recheio de sucosas cabidelas insistem que o romancista deve imolar ao agrado e contentamento da crítica o gosto destragado da maioria dos leitores. Pensam e aconselham discretamente. Eu por mim tenho querido contentá-los; e, se alguma vez o consegui, foi pontualmente nos livros que esperam no limbo das estantes dos editores a redenção do gosto fino, a segunda luz das inteligências esclarecidas. Por onde havemos de concluir que o escrever para a posteridade é um sacratíssimo dever tão-somente a uns bem sorteados da fortuna que têm segura a vida presente, e se esmeram em prolongar a futura pela eternidade fora até encontrar uma geração que lha perpetue no bronze da estátua. Bonito destino, quando os contemporâneos se não persuadem que o aparelho digestivo do escritor é de bronze também, e, como tal, descarecido da refeição das moléculas que dão calor vital ao sangue, ao músculo, à massa que forma os camarins do espírito, esta coisa chamada engenho. Engenho de bem escrever! Palavra oca de que ri galhofeiramente quem tiver um de fazer açúcar ou serrar madeira.”

 

Camilo Castelo Branco

In prefácio à 2ª edição “Doida do Candal”, 1867

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Missão social do escritor

Reconhece o autor que este livro seria deficientíssimo, se assentasse em alguma ideia fundamentalmente filosófica. Não estamos em terra onde se invista a novela de missão que não seja espairecer o ânimo de estudos atentos, ou desenfastiá-lo dos enojos da ociosidade. Os letrados, que baixam até ao romance, querem-no, dizem eles, filosófico, e apontado a discutir alguma transcendente questão social. Nada mais nem menos que encomendarem ao romancista os serviços que aos legisladores incumbe prestar à sociedade. Fazem-lhe muita honra, dão-lhe grande foro nas coisas da república; mas o pior é que os editores recomendam a menos filosofia que ser possa nestes livros, e queixam-se da míngua da concorrência dos letrados ao balcão, onde a novela discreteadora e pedagógica não ousa medir-se com as facécias da cena cómica. É ver quem leva mais os olhos na sala das mascaradas – se Sócrates sobraçando a túnica e mesurando os poderosos passos, se o palhaço tilintando os guizos…

Camilo Castelo Branco, In prefácio à 2ª edição “Doida do Candal”, 1867

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doidacandal [Audiobook] A Doida do Candal   Camilo Castelo Branco

Quando Simão Peixoto ameaça a sua irmã Lúcia com o convento para que possa ficar com as heranças que por direito são dela, esta pede ajuda ao seu primo Marcos Freire. Com ajuda de José Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes. Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do Candal. Tanto ela, como o filho são recolhidos por Lúcia e pelo pai de Marcos, que se havia oposto à ligação, mas que atende ao desejo do filho para que cuide do neto e da mãe deste.

A Doida do Candal – Camilo Castelo Branco

Tamanho: 371mb | Formato: mp3

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A Doida do Candal é o título de um romance de Camilo Castelo Branco, publicado em 1867. Publicada pelo editor Campos Júnior, foi um grande sucesso crítico e comercial para o autor, tendo tido duas edições em 1867 e uma terceira em 1888.

Resumo da obra:

Quando Simão Peixoto ameaça a sua irmã Lúcia com o convento para que possa ficar com as heranças que por direito são dela, esta pede ajuda ao seu primo Marcos Freire. Com ajuda de José Osório este consegue retirá-la para casa de umas parentes. Furioso, Simão quer vingança, e tanto provoca Marcos que acaba por se bater em duelo com ele, matando-o. Quando a notícia chega a Maria da Nazaré, com quem Marcos tem um filho, esta enlouquece, ficando conhecida como a doida do Candal. Tanto ela, como o filho são recolhidos por Lúcia e pelo pai de Marcos, que se havia oposto à ligação, mas que atende ao desejo do filho para que cuide do neto e da mãe deste.

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