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Archive for the ‘Vinte horas de liteira’ Category

Camilo Castelo Branco e Joaquim Manuel de Macedo: convergências na ascensão do romance nas periferias do capitalismo
Luciene Marie Pavanelo

Tese de Doutoramento
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-29072013-095304/pt-br.php

Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar a ficção de Camilo Castelo Branco e Joaquim Manuel de Macedo, escritores muito populares em Portugal e no Brasil, respectivamente, entre as décadas de 1840 e 1880, período em que publicaram suas expressivas produções, que englobam romances, contos, poemas e peças de teatro, que foram, de certa forma, obliteradas pela historiografia literária ao longo do século XX. A fim de abranger uma parte significativa de suas produções ficcionais, foram selecionadas obras que, num primeiro momento, poderiam representar os principais subgêneros do romance oitocentista: os romances sentimentais Amor de Perdição e A Moreninha; as narrativas de viagem Vinte Horas de Liteira e A Carteira de Meu Tio; as narrativas fantásticas O Esqueleto e A Luneta Mágica; os romances históricos O Demônio do Ouro e As Mulheres de Mantilha; e os romances (pré-) naturalistas O Senhor Ministro e As Vítimas-Algozes. A partir da leitura destas obras, é possível depreender aspectos convergentes entre os autores, como a subversão de algumas convenções romanescas, a quebra de expectativas de leitura e o desvio das temáticas recorrentes e dos procedimentos narrativos mais usuais no século XIX. Sendo assim, o estudo parte da hipótese de que, por terem sido protagonistas da ascensão do romance em Portugal e no Brasil, periferias do capitalismo na expressão utilizada por Roberto Schwarz , países que, além disso, partilhavam a mesma língua e um fundo cultural comum, esses escritores compartilharam contextos socioculturais, de certa forma, similares. Se por um lado, a fim de atender ao mercado consumidor, precisavam manter os laços com a literatura em voga, por outro procuravam distanciar-se dela, num movimento de adesão e repulsa aos modelos romanescos.

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Novo blogue Noites de Insónias que Lucília Ramos criou para a comunidade de leitores da obra de Camilo Castelo Branco.

Primeira entrada – 22 de Maio Vinte hora de liteira.

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Vinte horas de liteira, um conjunto de histórias publicadas primeiro no Comércio do Porto, contadas por Camilo e pelo interlocutor António Joaquim, que o escritor encontra numa estalagem no Marão e lhe oferece boleia para o Porto.
As histórias são narradas entre eles durante a viagem de Amarante para o Porto, em liteira e que decorre em vinte horas.
Camilo empresta a António Joaquim as críticas à sua própria obra. Coloca a questão a que escola literária Camilo pertencia, a velha discussão entre realismo e romantismo, colocando sempre Camilo narrador em posição de se justificar e defender perante António Joaquim.
Há nesta obra um exercício de exame de consciência e uma aproximação à escola realista, ou uma conversão à escola “mista”, ideia defendida pelo escritor, uma mistura de romantismo com uns pós do realismo.

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O romance “Vinte horas de liteira”, de Camilo Castelo Branco, descreve a viagem que o escritor faz com o personagem António Joaquim, de Vila Real até ao Porto. É uma sucessão de histórias e narrativas que António Joaquim lhe vai contando, e vice-versa. O paradoxal desta obra, é a que a personagem ficcionada António Joaquim reconta, ao escritor, histórias reais. Essas histórias são ficção, escritas pelo narrador Camilo Castelo Branco. O narrador também conta, a António Joaquim, histórias verdadeiras.
Estas ambiguidades entre a conversa do livro e a literatura, o narrador que não é mas acaba por ser, o real e a ficção, transformam esta viagem ficcional camiliana numa verdade im(possível).
Recomendo o prefácio da investigadora Annabela Rita à obra Vinte Horas de Liteira, Edições Caixotim, 2002

A obra em CD-Rom Projecto Vercial

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