Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Casa de Camilo’

Escrever Camilo

Sim, Camilo Castelo Branco imaginou o amor de Simão e Teresa. Imaginou tanto que teve necessidade de escrever. Há cerca de século e meio, durante o período em que esteve preso na Cadeia da Relação, no Porto, o escritor terminou uma obra. Intitulou “Amor de perdição”. É o seu livro mais conhecido, com várias adaptações para cinema e inúmeros estudos académicos.

Mas o mais importante foi aquilo que Camilo Castelo Branco imaginou. Uma história de amor, trágica por tanto amor, enfim, um espelho da sua própria vida.
Tal como Camilo, as crianças imaginam muito. Imaginam tanto que podem imaginar o escritor imaginando histórias de amor. Foi este desafio que foi proposto a cinco turmas do Ensino Básico do concelho de Vila Nova de Famalicão.
Tratou-se de uma iniciativa do Serviço Educativo da Casa de Camilo, com a chancela da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, para assinalar os 150 anos da primeira edição de “Amor de perdição”.
Uma das ações do Serviço Educativo da Casa de Camilo foi a realização de uma oficina de escrita criativa junto de cinco turmas do Ensino Básico, de alunos com idades compreendidas entre os 9 e os 10 anos. O resultado traduziu-se na edição do livro “Um amor eterno” (2012).
“Um amor eterno” escrito com o empenho de toda a imaginação que as crianças colocam no Mundo. Também com amor e afeto. Tal como Camilo escrevia.
Luís Bizarro Borges
(formador da oficina de escrita criativa)

 

Anúncios

Read Full Post »

http://ahref=

Read Full Post »

Apresentação 

Aqui todos os humanismos se excluem, e as teorias de bem-fazer, as racionalidades do progresso desencadeiam a mesma violência. Porque a civilização que puniu o delito com a pena foi a mesma que isolou a diferença e inventou para o homem incómodo o determinismo do normal e do patológico; determinismo que se afirma ou se branqueia, e substitui o crime pela tendência, o homem pelo tipo, a voz pelo silêncio.

Esta é a mostra de um corpo incógnito, que a História tipificou, retirando-lhe a realidade e o nome. E, porque no seu momento de cientificação, a história criminal é também a história da fotografia, esta é uma montra de solidariedades, entre a fotografia e a repressão: do que se esconde, se insinua, do que se revela e do que se constitui na aliança do judiciário e do fotográfico. É da natureza da fotografia cuidar da cândida garantia do seu valor de verdade, recolhido da sua tomada direta sobre a realidade. Mais do que qualquer outra, a relação da fotografia com as instituições policiais e judiciárias, esclareceu o que o fotógrafo sempre soube e, no fundo, sempre quis: que a fotografia só fala quando rodeada do simbólico, quando fruto de uma estética de representação que apela ao código social. Ao saber traduzir as ideologias judiciárias da diferença e da exclusão, através de cuidados modelos de degenerados, a fotografia tornou-se responsável pela aceitação dessas infelizes teorias, que ainda informam a nossa mentalidade.

Olhar, hoje, estes corpos de que a instituição judiciária se apropriou, obriga à descodificação paralela dos discursos ideológicos e da gramática técnica, estética e social que a fotografia introduzia, – e introduz, – no espaço aparentemente inócuo de uma reprodução verdadeira e direta do real.

Só estão estas imagens, no deliberado despojamento de pertença de todo o lugar físico e social que não seja a prisão, representam o pouco que podem representar, murmúrios sem memória, que atravessam o tempo e nos agridem.

Maria do Carmo Serén

Na sala de Exposições do Centro de Estudos Camilianos  encontra-se  um conjunto de 36 retratos de prisioneiros da ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, datados entre o ano de 1902 e 1918, para assinalar os 150 anos da primeira edição da obra “Memórias do Cárcere”, o emocionante testemunho da experiência do escritor Camilo Castelo Branco nas celas da Cadeia da Relação do Porto, nos anos 1846 e 1861.

Os retratos dos prisioneiros foram realizados no âmbito dos estudos da Antropometria (parte da antropologia que se ocupa da determinação de medidas nas diversas partes do corpo humano), tendo sido na Cadeia da Relação do Porto a instituição do primeiro posto antropométrico policial. A fotografia era um utensílio de trabalho da ciência policial e judiciária, permitindo a verificação da identidade dos detidos, que iria contribuir para descobrirem os reincidentes das cadeias, pois os presos tentavam tudo para não serem reconhecidos, já que a pena seria sempre agravada nestas situações.

Parceria com Centro Português de Fotografia

Read Full Post »

Conheça a casa de Camilo Castelo Branco (fotos)

 

Read Full Post »

No Flickr

No blogue Ilustração Portuguesa

Read Full Post »

Casa de Camilo

Reportagem sobre a Casa de Camilo da Minho TV

Read Full Post »

Casa de Camilo  pintada pelo João Alvim, 7 anos.

Read Full Post »

Older Posts »

%d bloggers like this: