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Posts Tagged ‘Jantar Camiliano’

Camilo na cozinha

Está nas bancas a revista LER, edição de Março. É um número vivamente virado para a gastronomia e a inerente sociabilidade da mesa.

David Lopes Ramos, jornalista e crítico gastronómico do Público, apresenta as suas notas de leitura sobre 11 livros que nos deviam acompanhar sempre à mesa, segundo afirma. Mais diz o jornalista: «Podiam ser outros? Podiam, mas não seria a mesma coisa. Estes, por uma razão ou por outra, são de consulta indispensável e frequente (…)». Entre os ditos 11, consta o “Alentejanando- Estórias e Sabores”.

Uma interessante entrevista de Filipa Melo a uma das figuras mais conhecidas na difusão da arte culinária portuguesa, Maria de Lurdes Modesto. O titulo da entrevista desperta logo uma curiosidade enorme, ‘Não sei definir o sabor português, sei senti-lo’.

Um belíssimo texto inédito e póstumo do mestre gastrónomo, antropólogo e historiador Alfredo Saramago, titulado ‘ROMANOS E ÁRABES NA COZINHA PORTUGUESA’.

Um artigo do chef Vincente Farges que recria e interpreta quatro passagens culinárias dos escritores Marguerite Duras, Fialho de Almeida, Camilo Castelo Branco e Cesário Verde. Estão transcritas no dito registo, as introduções literárias e poéticas dos autores das receitas recriadas.

José Bento dos Santos, engenheiro, produtor de vinhos e gastrónomo, apresenta uma proposta bibliográfica ideal para os leitores que pretendem saber mais sobre um negócio onde o prazer (de comer) tem quase sempre a última palavra.

O texto de Rogério Casanova, surpreendeu-se com as manobras na cozinha do chef José Avillez, aprendeu os 22 mandamentos do Tavares e atribuiu, com solidez gramatical, a sua nota de prova final, 19,5.

Há três anos, Alfredo Saramago definia Fisiologia do Gosto de Brillat-Savarin como a «verdadeira certidão de nascimento da gastronomia». Um clássico de 1825 que regressa agora ás livrarias com edição da Relógio d’Água. Sobre este clássico escreve José Riço Direitinho. Nas páginas seguintes e do mesmo autor, uma curiosa peça de ficção intitulada ‘Mesa para quatro’.

Isidoro de Machede

In Blogue Alentejanando

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Nenhum pormenor foi descurado no jantar camiliano organizado na Escola Bernardino Machado. Desde os trajes até aos penteados, passando pela loiça e pelos pormenores decorativos, tudo condizia com a época. A iniciativa serviu para dar a conhecer o romancista de Seide.
O ambiente não deixava nada a apontar. Os trajes, a louça, os comportamentos dos “personagens”, a ementa e, até às flores da decoração, transportavam à época de Camilo Castelo Branco.
O jantar camiliano promovido pela Escola EB 2,3 Bernardino Machado não descurou nenhum pormenor. Da entrada até ao local do repasto alguns personagens faziam as honras da casa.
Antes do jantar decorreram pequenas representações teatrais que introduziram alguns dos principais personagens. “Tava nervoso, mas depois deixei-me levar”, dizia Cristiano Antunes, aluno do 8º ano, que representou Camilo Castelo Branco. Depois de uma breve apresentação do escrito e da sua vida, Cristiano adiantou que já conhecia o romancista de Seide e que não foi muito difícil preparar-se para a actividade.
Pão com azeitonas e chouriço, caldo de couve, rojões com castanhas e arroz com rodelas de linguiça acompanhado de vinho verde compôs a refeição que deliciou os convidados. Entre pais, professores e alunos todos puderam degustar fruta e pudim e, no final café e vinho do Porto.
A ideia de realizar um jantar camiliano partiu do Departamento de Línguas do estabelecimento de ensino. “Uma colega propôs um sarau cultural já que fizemos parcerias com escolas estrangeiras. A ideia era mostrar um pouco o que é a nossa cultura, mas infelizmente os alunos estrangeiros não puderam cá estar”, explicou a docente Raquel Silva.
Segundo explicou a docente uma vez que Camilo Castelo Branco é “vizinho” consideraram que se adequava fazer um jantar camiliano. “Convidamos outros departamentos e unimo-nos”, adiantou.
Ao que apontou Raquel Silva trabalhou com a sua direcção de turma e “a professora Inês trabalhou com a dela, houve também uma turma de teatro onde os professores trabalharam com os alunos do 8º ano que fizeram as representações. As turmas do 9º ano também trabalharam no projecto, fazendo contactos e pedindo patrocínios”, adiantou.
A par de todos os colaboradores estiveram os pais, a escola de cabeleireiros “Dourocabe e Portucale” e, as cozinheiras da escola. “Está tudo muito giro. As roupas daquele tempo eram tão giras, mas não eram nada práticas”, diziam as cozinheiras Conceição Mesquita, Manuela Vidal, Narcisa Dinis e Rosa Torres.
A “fazer” de criada estava Vera Fernandes, aluna do 9º ano, que confessou que tiveram de aprender muita coisa. “Foi muito motivador e está a ser muito agradável”, adiantou.
Além dos alunos os pais também integraram a festa. “Não fazia ideia que naquele tempo era assim”, notava Celeste Pinho, mãe de uma aluna do 8º ano. “É um jantar diferente”, acrescentou.
Maria Dulce, mãe de uma estudante do 8º ano, trajou a rigor. Embora confesse que não foi fácil arranjar um vestido da época conseguiu trajar a rigor. “Este tipo de actividades é mais motivador e obriga os miúdos a trabalhar”, referiu.
A iniciativa serviu para os alunos conhecerem melhor Camilo Castelo Branco e a sua obra. “Acho k Camilo é um escritor que está a ser esquecido, também acho que é escritor que faz parte desta região e foi uma maneira de dar a conhecer Camilo aos miúdos”, concluiu Raquel Silva.

Por: Alexandra Lopes
Fonte Jornal Entre Vilas

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