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Posts Tagged ‘Prémio de Conto Camilo Castelo Branco’

Instituído em 1991, ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores, este prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro e em 1.ª edição no ano anterior ao da sua entrega.

Amanhã será entregue a 22 fevereiro o prémio a Eduardo Palaio, no Centro de Estudos Camilianos (S. Miguel de Seide), às 10h30.

Escritores e obras premiadas:

2011 – Eduardo Palaio (Caixa Baixa)

2010 – Pires Cabral (O Porco de Erimanto)

2009 – Afonso Cruz (Enciclopédia da Estória Universal)

2008 – Teresa Veiga (Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín)

2007 – Ondjaki (Os da minha rua)

2006 – Gonçalo M. Tavares (Água, Cão, Cavalo, Cabeça)

2005 – Paulo Kellerman (Gastar Palavras)

2004 – Manuel Jorge Marmelo (O Silêncio de um Homem Só)

2003 – Urbano Tavares Rodrigues (A Estação Dourada)

2002 – Teolinda Gersão (Histórias de Ver e Andar)

2001 – António Mega Ferreira (A Expressão dos Afectos)

2000 – José Viale Moutinho (Cenas de Vida de um Minotauro)

1999 – José Eduardo Agualusa (Fronteiras Perdidas)

1998 – José Jorge Letria (A Mão Esquerda de Cervantes)

1997 – Luísa Costa Gomes (Contos Outra Vez)

1996 – Miguel Miranda (Contos à Moda do Porto)

1995 – Maria Judite de Carvalho (Seta Despedida)

1994 – Maria Velho da Costa (Dores)

1993 – Maria Isabel Barreno (Os Sensos Incomuns)

1992 – Teresa Veiga (História da Bela Fria)

1991 – Mário de Carvalho (Quatrocentos Mil Sestércios seguido de O Conde Jano)

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Via Scoop.itCamilo Castelo Branco

Encontra-se aberto o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco”, instituído pela Associação Portuguesa de Es…
Via camilo20.wordpress.com

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Encontra-se aberto o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco”, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores  (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal Vila Nova de Famalicão.

Podem concorrer as obras publicadas no ano de 2011 de autor português ou de país africano de expressão portuguesa. O prazo de entrega termina a 28 de março de 2012.

O regulamento está disponível no site e também, no Jornal de Letras do dia 7 de março.

Fonte APE

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“O Porco de Erimanto e outras fábulas” de A.

M. Pires Cabral

Nove fábulas sobre a doença e a mortalidade, e uma alegoria monstruosa.

Um autodidacta torna-se historiador emérito. Mas a História é um domínio demasiado vasto. Especializa-se então na História da civilização grega. Depois, em mitologia grega. Depois, mais especificamente, nos trabalhos de Hércules. E destes, especializa-se na questão do javali de Erimanto. Tem uma sede de conhecimento insaciável, uma febre da especialização indomável. Em consequência disso, o homem que sabe tudo sobre o javali de Erimanto vai-se tornando num javali. O processo de “suinificação”, com todos os horrores de uma metamorfose, é a apoteose do conhecimento. Transforma-se o amador na coisa amada, e o espectáculo é deprimente.

Esta é a mais sintética fábula de “O Porco de Erimanto”, colectânea de dez contos de A.M. Pires Cabral. Autor prolífico, a sua actividade de contista foi mais produtiva em meados dos anos 80, com “O Diabo Veio ao Enterro”, “Memórias de Caça” e “O Homem que Vendeu a Cabeça”; “O Porco de Erimanto” é uma versão revista e aumentada deste último título. São dez as fábulas, geralmente de cunho fantástico, algumas divertidas, outras francamente assustadoras.

Há um funcionário com fumos de poeta, alojado numa pensão estadonovista, que vê a sua sanidade mental em perigo por causa de um misterioso buraco na parede. Um homem que vende a cabeça à ciência. Outro que luta com a sua sombra. Um desgraçado que ultrapassa um desgosto amoroso com ataques de incontinência urinária. Pires Cabral confunde de propósito a fisiologia e a psicologia, de modo que nunca sabemos o que é natural ou patológico, o que é absurdo ou lógico. Alguns destes sujeitos são vítimas de partidas, outros nasceram sob estrela funesta, mas todos vivem em constante angústia.

Duas ou três histórias têm um cunho mais divertido, como aquela em que o director de uma escola se arroga o direito de inspecções sanitárias intrusivas, numa sátira à ditadura e aos legalismos burocráticos em geral. Mas outros momentos são de puro terror. Não deve haver em português nenhum texto sobre o cancro tão perturbador como “Desidério”. Tudo começa com a descoberta de um quisto nas costas do protagonista. Mas aquele sinal, uma excrescência que podia ser rapidamente removida, vai ficando, vai dominando a vida do seu portador, que com ele cria uma relação íntima, umbilical, quase de ternura. Pires Cabral chama ao cancro uma “autofagia”, porque é uma doença que nos consome por dentro. E depois descreve em detalhe esses medos e devastações. Não são páginas sentimentais. É uma monstruosa alegoria que lembra Ballard: “É então fabricada uma réplica exacta de cada autófago, de material sintético, que não só é perfeitamente comestível como reproduz o sabor da carne humana e contém um alto teor proteínico. Tais réplicas são colocadas à disposição de cada doente, nos seus aposentos. E então os doentes vão-nas consumindo à medida dos seus impulsos”. E continua: “Fala-se de certos efeitos secundários desagradáveis, entre os quais a tendência para uma progressiva transformação da autofagia em antropofagia. Mas nada se provou ainda. E os autófagos ricos podem devorar-se em efígie (…)” (p. 196).

Em todos estes contos há intimações de mortalidade, vistas com uma frieza sarcástica mas não despojada de humanidade; mas, com “Desidério”, A.M. Pires Cabral escreveu uma aterradora transposição da mais inominável das doenças contemporâneas, a mais activa forma actual da nossa finitude. O caranguejo trespassado por uma lança é a imagem que abre as portas ao delírio imaginativo, à fábula pavorosa, à doença como condição humana essencial: “Cada qual deve acalentar dentro de si uma doença. Mens sana in corpore sano – para quê?!… Devemos é ter dentro de nós um relógio que nos lembre periodicamente quia pluvius sumus, que temos tributos a pagar à mecânica da carne. E que cada um pague na moeda de que dispuser. (…) Por isso eu digo: a cada um sua moléstia” (p. 178). Não é só a escrita impecável que nos agarra nestas fábulas: é não podermos fingir que não é nada connosco.

Pedro Mexia

Fonte: Grémio Literário Vila-Realense

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O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco foi entregue na quinta-feira passada ao escritor António Manuel Pires Cabral, pela sua obra O Porco de Erimanto.

Pires Cabral é o 20.º escritor premiado com este galardão, instituído através de uma colaboração entre a Associação Portuguesa de Escritores e a Câmara Municipal de Famalicão. O prémio tem um valor monetário de 7.500 euros e já reconheceu escritores como Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Luísa Costa Gomes, José Eduardo Agualusa, e António Mega Ferreira, entre outros.

A obra vencedora, O Porco de Erimanto é uma colectânea de contos publicada pela Cotovia e mereceu o voto do júri que enalteceu a diversidade dos registos linguísticos e o trabalho de apuro estilístico do texto. O júri foi constituído por Afonso Cruz, José António Gomes e Serafina Martins, com a coordenação de Fernando Miguel Bernardes.

Fonte – adaptado Antena Minho

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O escritor A.M. Pires de Cabral venceu o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco”, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a obra “O Porco de Erimanto”, anunciou esta terça-feira a organização.

O júri constituído por Afonso Cruz, José António Gomes e Serafina Martins, com a coordenação de Fernando Miguel Bernardes destacou a “arquitectura dos enredos, a capacidade de jogar com a perspectiva do narrador, a diversidade dos registos linguísticos (do erudito ao mais coloquial e até ao escatológico) e o trabalho de apuro estilístico do texto” de A.M. Pires Cabral.

“A exploração do absurdo e o sentido de humor constituem dois outros traços marcantes de uma colectânea que se distingue pela sua unidade e equilíbrio internos e pela cultura literária evidenciada pelo Autor”, escreveu o júri em comunicado.

O Prémio, no valor de 7500 euros, é entregue anualmente pela Associação Portuguesa de Escritores e conta com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tendo já distinguido escritores como Mário de Carvalho, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria, Gonçalo M. Tavares e Afonso Cruz.

A data da cerimónia de entrega do prémio ainda não foi divulgada.

António Manuel Pires de Cabral, mais conhecido como A.M. Pires de Cabral. nasceu em 1941 em Chacim, Macedo de Cavaleiros. É licenciado em Filologia Germânica, e em 1983 venceu o Prémio Círculo de Leitores com o romance “Sancirilo”.

Em 2006 foi distinguido com o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus.

Publicou poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica, destacando-se as obras “Algures a Nordeste” (1974), “Solo Arável” (1976), “Sancirilo” (1983), “Desta Água Beberei” (1999), “Memórias de Caça” (1987) e “O Homem que Vendeu a Cabeça” (1987).

Fonte: Público 17/05/2011

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Prémio literário Camilo Castelo Branco
Encontra-se aberto, até ao
próximo dia 25 de Março de 2011, o concurso literário Camilo Castelo
Branco (C.M.Famalicão/APE), para as obras publicadas em 2010.

Ler mais em: http://www.apescritores.pt.

Fonte

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