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Archive for the ‘Onde está a felicidade?’ Category

A ficção camiliana: a escrita em cena
Dissertação de Mestrado

Autor
Unidade da USP
Imprenta São Paulo,2009
Resumo 
A recepção à ficção camiliana se subsume fundamentalmente a dois operadores hermenêuticos consagrados por uma parcela significativa da crítica literária luso-brasileira: a conjunção vida/obra e o enquadramento da produção literária assinada por Camilo no Romantismo português. Por meio do estudo de dois romances camilianos, Amor de Perdição (1862) e Onde Está a Felicidade?(1856), interessa problematizar a análise da produção ficcional camiliana que se baseia nesses operadores hermenêuticos. Nesse sentido, parte-se das indagações: terá Camilo assimiliado e culminado na tradição literária portuguesa a sacralização do amor? Será Camilo essencialmente um escritor ultra-romântico, autor, sobretudo, de novelas passionais? A resposta dada a essas questões se baseou na relação entre esses textos e a vigorosa tradição literária metaficcional, fortemente enraizada nos períodos que antecedem e sucedem a atuação de Camilo como escritor. A presença dos expedientes metaficcionais em Amor de Perdição e Onde Está a Felicidade revela uma representação mimética que se desdobra em representar o mundo, particularmente o burguês, e os mecanismos que envolvem essa representação, evidenciando uma construção literária que não se limita a criar a sugestão do real, tomando também a sua problematização como eixo. O ato de criar torna-se alvo de questionamento, exigindo dos seus participantes, nomeadamente narrador/autor e leitor, novas posturas mentais em que a origem e a destinação do significado não se apresentam tranquilamente assumidas por aquele e este, respectivamente, derivando desse arranjo um texto em processo, que se constrói, que se assume como mise en scène.
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A ficção camiliana para além de histórias de amor
Dissertação de Mestrado

Autor
Oliveira, Ana Luisa Patrício Campos de (Catálogo USP)
Unidade da USP

Imprenta São Paulo,2009
Resumo
O presente estudo intenciona, fundamentalmente, mostrar que a produção ficcional de Camilo Castelo Branco constitui-se enquanto um legado romanesco que ultrapassa, em muito, a mera veiculação de histórias de amor. Assim sendo, alguns aspectos e temas caros à literatura do escritor de São Miguel de Seide são tomados como pilares desta análise, tais como a presença de um Portugal imerso em relações capitalistas, próprias do período oitocentista; um ambiente propício para o interesse financeiro e o desejo de base mimética, mas infecundo a afeições abnegadas; e a marcante atuação do narrador camiliano, uma instância que não se priva de desvelar, a todo o momento, os motores vis que, consoante sua opinião, impulsionam tanto a engrenagem desta materialista sociedade portuguesa quanto as atitudes das personagens que nela estão inseridas. Por fim, vale ressaltar que o corpus selecionado para esta apreciação da obra camiliana é composto pelos romances Onde está a Felicidade? e Um Homem de Brios, ambos de 1856.

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Para ler esta obra consultar Onread.com

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A história começa fria e desgraciosamente. É uma espécie de Ano de Nascimento. A descrição de uma tempestade, saraiva a estalar nas vidraças, o vento norte a assobiar nos forros, o arvoredo secular a ramalhar rangendo, e duas dúzias mais de caretas que a natureza faz à humanidade espavorida, e que os romancistas, desde Longus até nós, descrevem com o invariável frase em todas as ocasiões que lhe não ocorre outra coisa…

Camilo Castelo Branco
In Onde está a felicidade?

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Depois de um fim de semana em paz e serenidade, eis que surge esta obra de Camilo, nas minhas mãos : “Onde está a felicidade?”
Este romance, em primeiro lugar publicado no periódico A Verdade, em 1856, é um romance de costumes em que várias personagens procuram, cada uma à sua maneira, a felicidade no dinheiro, outras no amor. E eis que, fabulosamente, Camilo tece uma intriga simbólica.

No Prólogo, um retrato de um usurário João Antunes da Mota, que antes de morrer, no célebre desastre das barcas, na Ribeira do Porto, no Rio Douro (ao fugir dos invasores franceses), enterra no chão de sua casa, na Rua dos Arménios, toda a sua fortuna, cento e cinquenta contos de réis.
Facto importante, porque no romance, este acontecimento, irá ser o desfecho à pergunta – Onde está a felicidade?
Mas desenganem-se os incautos porque a resposta não é linear. Daí o fascínio desta obra, que vivamente recomendo.
Esta obra pode ser lida em várias edições e em CD-Rom, editado pelo Projecto Vercial.

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