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Lugar de Memória Camiliana

No próximo dia 18 de Abril celebra-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que foi instituído em 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários para a sua proteção, conservação, chamando a atenção para a sua vulnerabilidade.

Este ano o Dia internacional dos Monumentos e Sítios é dedicado ao tema Lugares de Memória.

O novo filme do cineasta Manoel de Oliveira, “O velho do Restelo” começou a ser rodado  junto à casa do realizador, na Cidade Invicta, junto à Foz, conta com a participação dos atores Luís Miguel Cintra, Ricardo Trepa, Diogo Mória e Mário Barroso, a partir do argumento assinado pelo realizador de 105 anos.

“O Velho do Restelo” inspira-se na personagem pessimista e derrotista de “Os Lusíadas” e associa-lhe uma leitura pessoal de textos de Miguel de Cervantes, Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco, além de excertos de filmes anteriores do próprio realizador.

Trata-se de um filme sobre «um presente suspenso da realidade» da crise económica que se abateu sobre Portugal e é baseado em partes do livro “O Penitente”, de Teixeira de Pascoaes, que evoca as diferenças entre Cervantes e Camilo Castelo Branco.

Luís Miguel Cintra vai dar corpo a Camões, Ricardo Trepa encarnará a personagem D. Quixote, Diogo Dória o escritor Teixeira de Pascoaes e Mário Barroso será Camilo Castelo Branco.

” Pascoaes e D. Quixote, cada um trajando à sua época, cada um sentado na sua extremidade de um banco de pedra. A eles irão juntar-se Camilo Castelo Branco e Camões”.

II CONGRESSO O PORTO ROMÂNTICO

11 e 12 de Abril de 2014

Universidade Católica do Porto

Dia 11 de Abril de 2014 (sexta-feira: tarde)
17.20-17.40 – Carmen Matos Abreu
Refigurando as relações, pessoais e literárias, entre dois escritores românticos: Júlio Dinis e Camilo Castelo Branco

“O certo é que eu, em 1845, há quase vinte anos, bem que nem sequer entressonhasse o céu e o inferno de escritor, já me empenhava de tecer enredos de romances, enquanto os meus lentes de química e botânica se desvelavam em me fazer compreender que há ácidos e óxidos, e que há vegetais monocotiledóneos e vegetais andróginos: coisas de que eu sinceramente não duvido nem sei nada.”

Camilo Castelo Branco
in A Filha do Doutor Negro (1864)

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Universidade do Minho | Auditório do ILCH, campus de Gualtar, Braga, terça-feira, 08-04-2014

Iniciativa do CEHUM com oradores das universidades de Lyon II (França), São Paulo, Federal do Paraná (Brasil), Ohio (EUA) e Minho, entre outros

O Congresso “Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e as relações luso-brasileiras” decorre a 8 de abril de 2014 na Universidade do Minho. Conta com oradores das universidades de Lyon II (França), São Paulo, Federal do Paraná (Brasil), Ohio (EUA) e UMinho. A iniciativa tem lugar no auditório do ILCH (Instituto de Letras e Ciências Humanas), no campus de Gualtar, Braga. A organização cabe ao Centro de Estudos Humanísticos da UMinho (CEHUM), entre outros.

Programa pdf

Contextualização

Poesia

“Aqui está o que de mim fez a poesia, até à hora em que ela se me converteu em vida inteira do coração.”

Camilo Castelo Branco
in Ao Anoitecer da Vida (1874)

Camilo jornalista

“Um dos gostos de Camilo jornalista era disfarçar-se com pseudónimos, em geral grotescos, maneira subtil de justificar o rir-se dos outros, rindo-se antes de si próprio. Aqui citamos alguns:
  • Visconde de qualquer coisa
  • Saragoçano
  • Anastácio das Lombrigas
  • Antigo Juiz das Almas da Campanhã
  • Barão de Gregório
  • João Júnior (sócio da filarmónica e irmão da Ordem Terceira de S. Francisco)
  • Enxota Cães da matriz de Viana

 

Manuel Simões

In Camilo Castelo Branco: Jornalismo e Literatura no séc. XIX
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