O olho de vidro (2)

(…) Corria o anno de 1697. Francisco Luiz d'Abreu, doutor em medicina, mudára sua residencia para Coimbra, esperançado em entrar no magisterio, conforme lh'o promettiam sua capacidade, vasto saber e creditos. Tinha casado, quatro annos antes, com Francisca Rodrigues de Oliveira, filha de abastados judeus de Ourem. Não tinham filhos; mas dos braços de um ao outro saltava um menino... Continue Reading →

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O Olho de vidro (1)

  Braz Luiz de Abreu foi um famoso médico oureense de origens  judaicas que o notável romancista Camilo Castelo Branco imortalizou na sua novela “Olho de Vidro”, precisamente a alcunha pela qual era conhecido. Esta novela descreve também a vida da comunidade judaica de Ourém e, por conseguinte, relata uma parte importante da nossa história local cujo estudo está... Continue Reading →

Hotel Paris (Porto)

Com 136 anos de vida, feitos em Novembro último, e palco de encontro, no passado, de escritores portugueses célebres como Camilo Castelo Branco ou Eça de Queirós, o Grande Hotel de Paris já passou por momentos bons e maus. Na última década, tem tentado recuperar e preservar a sua história. Situado nos números 27 a... Continue Reading →

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 abril

Lugar de Memória Camiliana No próximo dia 18 de Abril celebra-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que foi instituído em 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. A partir de então, esta data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do património e... Continue Reading →

De Lisboa ao Bom Jesus

Embarcamos no barco a vapor chamado Jorge IV. Uma criada, que tinha ares de mestre da minha irmã, veio connosco, estipendiada por conta do nosso património. A senhora Carlota Joaquina não me esquece. Era uma mulher gorda, facuda e frescalhona, que bolsava os fígados do beliche abaixo, e gritava a d’el-rei de aflita com o... Continue Reading →

Ópera “Lucrécia Borgia”

"Como à força, fora ele uma noite ao teatro lírico, em companhia do abade de Estevães, que amava a música pelo muito amor que tinha à guitarra, delícias da sua mocidade, e consoladora da velhice, já saudosa do tempo em que o coração lhe gemia nos bordões do instrumento apaixonado. Calisto inteirou-se do enredo da ópera, e... Continue Reading →

Mosteiro de Odivelas

" Um dia, pouco depois de nascido o Sol, quando se não esperava, chegou à portaria de Odivelas D. Catarina de Castro em sege com sua mãe, e dois monges de S. Bernardo em outra sege. A prelada recebeu a nova que lhe levou a porteira juntamente com a ordem do dom abade-geral, em a qual se incluía a sentença absolutória da freira,... Continue Reading →

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